É um prazer que trago a primeira entrevista do blog, com uma autora brasileira!
Roberta Polito
Livro de estreia:

Duas mulheres lutam pelo amor em busca de um companheiro que tenha um pouco de romantismo. Essa situação, tão comum ao longo dos tempos, ganha contornos diferentes em Amores Incertos, que retrata o mundo moderno em que mulheres assumem novos papéis, enquanto homens se mostram mais inseguros. Família, jogos psicológicos, paixão e estabilidade marcam esta história que reflete sobre homens e mulheres da atualidade. Um romance com o qual irá se identificar e terá a oportunidade de conferir como tem levado sua própria vida.
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Garota it: Como você começou a escrever? Era um sonho se tornar escritora?
Roberta Polito: Era um sonho, mas bem recente. Sempre me expressei melhor escrevendo, mas nunca de uma forma mais profissional. As coisas aconteceram rapidamente. Há exatamente um ano, comecei escrevendo alguns contos, que circularam pela família e amigos.
Conte-nos como foi o processo de escrita do livro Amores Incertos, e como foi ter o livro publicado. Foi difícil encontrar uma editora?
Meu pai é escritor, mas não de ficção. Quando ele leu os contos, ficou entusiasmado e enviou o material para um editor, que deu várias sugestões, fez críticas com as quais eu concordei e o trabalho evoluiu muito. Um dos contos virou romance. O editor gostou, mostrou a outro editor da Editora Europa e eles quiseram publicar. Foram várias versões feitas até chegar na final. Um duro trabalho… Eu tinha a história praticamente pronta, mas a principal mudança foi o modo como ela foi contada. Um estilo que mistura duas narradoras e outros recursos.
Os personagens do livro foram inspirados em alguém que você conheça?
Somente alguns nomes, histórias e características. Mas nenhum deles é inteiramente alguém que eu conheça.
Porque a escolha da Itália como cenário?
Sou apaixonada pela Itália e, se era para descrever um lugar como cenário de um romance, não tive dúvidas. Como eu passaria muito tempo pesquisando algumas cidades, optei pelas que eu mais gosto, como Florença e Veneza. Além disso, as cidades italianas têm pintura, escultura e arquitetura riquíssimas, ideal para ilustrar as aulas de arte do Luca, o professor italiano.
Escritores brasileiros tem uma certa dificuldade para se firmarem no mercado editorial nacional, como você encara essa situação?
Antes de publicar o livro, eu já sabia de todos estes problemas. Não é fácil mesmo. As livrarias ainda preferem comercializar romances traduzidos e nossa cultura de leitura prestigia um número muito pequeno de escritores brasileiros. Estou curtindo cada conquista desse processo, exatamente por este motivo.
Além de Amores Incertos você tem mais alguma obra de sua autoria? Ou, está em processo de escrita de algum outro livro?
Amores Incertos foi a primeira obra. Estou no momento escrevendo a segunda.
Quais seus autores e gêneros preferidos de leitura?
Eu leio de tudo! Gosto muito de romance, mas também de Edgard Allan Poe e Kafka, por exemplo. Gosto de textos com senso de humor, romantismo e um certo suspense.
Muito Obrigada pela entrevista, gostaria de deixar alguma mensagem para seus leitores e futuros leitores?
Gostaria de convidá-los a esta leitura, que, ao mesmo tempo que é leve e divertida, é intrigante e tensa. Coloquei um pouco das minhas observações e experiências pessoais neste trabalho, que, para mim, é muito especial.