Onde termina o rio do autor Charles Martin
Doss Michaels é um humilde estudante de arte que tenta sobreviver como pintor. Abigail Coleman é filha do senador da Carolina do Sul. De mundo diferentes, mas ligados por se amarem. Ambos desafiam à todos, principalmente o pai de Abbie, que não aceitava o casal. O casamento é realizado de forma secreta, porém, especial.
Após 14 anos de casamento, e com uma vida feliz, os dois recebem a notícia do maior desafio de suas vidas. Abbie está com uma doença terminal, que não tem mais nenhuma chance de tratamento. Doss, convencido de que precisa realizar os últimos desejos da esposa, parte para uma viagem pelo rio St. Mary. E a partir de então, riscar todos os itens da lista. Uma verdadeira prova de amor.
Quando recebi a notícia da publicação de Onde termina o rio e li a sinopse, imaginei um livro no estilo Nicholas Sparks de ser. Já que o próprio resumo já avisava sobre a doença terminal da personagem Abbie. Como eu adoro Nicholas Sparks, aceitei a leitura do livro, mesmo não sendo no exato tema do blog.
Comecei a ler o livro tranquilamente, esperando que ele me ganhasse de primeira. Infelizmente não foi o que aconteceu. O livro é narrado em primeira pessoa, por Doss Michaels, marido de Abbie. E há uma alternância de tempo de narrativa entre o passado e o presente. Porém, de inicio já somos submetidos a doença terminal que será abordada pelo livro todo. Fomos apresentados a doença no começo da leitura, justamente pela alternância de tempo em cada capítulo.
As melhores partes, sem dúvida, são as do passado. Em que ele narra passagens com mais ação, se é que é assim que eu posso definir, mas pelo menos, são as partes com mais diálogo. Ao invés de ficarmos lendo as divagações dos pensamentos de Doss. O que são extremamente cansativas e que na maioria das vezes não acrescentava em nada a história. Principalmente nas insistentes descrições do rio St. Mary. Eu não estou dizendo que não sou a favor das descrições, mas sim que sou contra a descrições muito minuciosas, que ao invés de nos situar e dar margem a nossa imaginação, é cansativa e faz com que esqueçamos o que lemos no inicio da narrativa.
A história, sem sombras de dúvidas, é linda. A prova de amor, toda a viagem, e como enfim, chegaram até aquele momento, é maravilhosa. O que me faz lembrar da personagem Abbie, que por mais que esteja passando pela dor da doença, e da espera pela morte, ela consegue ser muito irritante, controladora e egoísta. Ela exige demais do pobre Doss Michaels, e não se importa com as consequências que ele terá ao acabar a jornada, e muito menos a dor que ela causará a ele. Por outro lado ele se curva inteiramente a ela, e faz das vontades dela as leis superiores, um verdadeiro submisso desde o inicio do casamento. Acho que eu não vi em nenhuma parte do livro ele contestando uma decisão dela. Nenhuma! O que se torna previsível demais!
Mas tenho que dizer que o final é incrível! O tédio do começo e meio do livro, quase compensou por esse final. Lembrando: quase! Eu chorava e chorava, parecia que não ia mais conseguir parar. E eu ficava pensando: Não, isso não pode estar acontecendo! Sou obrigada a dizer para os chorões e choronas de plantão: Esse livro – o final – é muito mais emocionante que os livros de Nicholas Sparks já resenhados no blog.

Conclusão: eu não gostei muito. Porém, você que está lendo pode gostar. Pode não ser o meu tipo de leitura, mas pode ser o seu. Assim, como diversas pessoas já tiveram opiniões contrárias a mim, quanto aos livros que eu amei, com esse pode acontecer a mesma coisa. Fica a seu cargo decidir.
- Capa:

- História:

- Narrativa:
