Tamanho 42 não é gorda Nas Sombras Tamanho 42 não é gorda Nas Sombras

Elixir por Hilary Duff (e Elise Allen)

Post por: | Em: Resenhas
13/07/2011

Elixir das autoras Hilary Duff e Elise Allen

ISBN: 9788516070717
Editora: iD
Ano de publicação: 2011
Páginas: 280
Classificação: 1/5
Onde comprar: Livraria Saraiva

Clea Raymond sentiu o brilho dos holofotes a vida inteira. Ela é filha de um renomado cirurgião e um proeminente político de Washington DC. Cresceu e se tornou uma talentosa fotógrafa para jornais que se refugia em uma carreira que lhe permite viajar para as regiões mais exóticas do mundo. Mas depois que o pai de Clea desaparece durante uma missão humanitária, imagens estranhas e sombrias de um homem bonito começam a aparecer em suas fotos — um homem que Clea nunca havia visto antes. Quando o destino leva Clea e este homem, ela fica atordoada com a ligação imediata e poderosa entre ambos. Conforme mais se aproximam, mais são empurrados para dentro do mistério por trás do desaparecimento do pai de Clea, e acabam descobrindo a verdade guardada a séculos sobre a sua ligação intensa. Envaredados em um triângulo amoroso perigoso e assombrado por um segredo poderoso que detém os seus destinos, juntos, eles correm contra o tempo para desvendar seus passados, a fim de salvar suas vidas — e seus futuros.

Terminei de ler esse livro há 20 minutos (e essa resenha só vai ao ar bem depois). Corri para escrever a resenha, pois os comentários que eu gostaria de fazer estariam fresquinhos na memória.

Eu não imaginava e não esperava muita coisa de Elixir. Li algumas resenhas positivas, mas como não gosto de ler resenhas de livros que tenho que avaliar, eu fixei na memória poucas observações. E mesmo que não tivesse grandes expectativas o livro conseguiu me decepcionar.

A trama me lembrou muito a série Os Imortais, sendo que achei a história criada pela autora Alyson Noël bem mais convincente. E olha que ela já deu umas boas viajadas e colocou coisas mirabolantes nos livros. Elixir conseguiu ser ainda mais sem noção.

O livro não conseguiu me prender desde o início. A leitura é maçante, pois a protagonista – Clea – adora ter devaneios e conversar consigo mesma. A narrativa caminha a passos lentos e com indícios de rumar para algo bem diferente. Porém, acontece algo um tanto misterioso, e quando há suspense as coisas tendem a caminhar para algo mais interessante. Foi isso que me estimulou a continuar a leitura. Onde eu ficava pensando: “Uau! Isso é legal, deve vir algo realmente muito bom agora!”. Mas a partir dessa faísca de esperança as coisas simplesmente se perdem no caminho. Acontecem coisas loucas e sem explicação, e a cada página você pensa que aquilo talvez se ajeite e que isso tenha alguma explicação razoável, mas vai ficando cada vez pior.

Ao terminar a leitura a sensação que tive foi que eu dei voltas e mais voltas e não cheguei a lugar nenhum. Literalmente! A história passa pela França, EUA, Brasil e Japão. E termina em nada. Nada se resolve e nada é explicado, não dá nem um estímulo para uma possível continuação, porque eu não tenho esperanças por uma história legal. Enfim, eu não gostei.

Obs: Não estranhem o fato de aparecer o nome Elise Allen ali no começo do post. O nome em destaque no livro é a Hilary Duff, mas foi escrito em conjunto com Elise. Essa informação está dentro do livro.

Cidade das Cinzas por Cassandra Clare

Post por: | Em: Resenhas
12/07/2011

Cidade das Cinzas (Os Instrumentos Mortais #2) da autora Cassandra Clare

ISBN: 9788501087157
Editora: Galera
Ano de publicação: 2011
Páginas: 406
Classificação: 5/5
Onde comprar: SubmarinoLivraria CulturaLivraria Saraiva | Book Depository

Cuidado! Essa resenha poderá conter spoilers de Cidade dos Ossos.

Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau… e também o pai de Clary e Jace.

Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai?

Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.

Preciso começar avisando: A Cassandra Clare adora maltratar os corações dos leitores! Como pode fazer um final desses pela segunda vez!?

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Anna e o Beijo Francês por Stephanie Perkins

Post por: | Em: Resenhas
10/07/2011

Anna e o Beijo Francês da autora Stephanie Perkins

ISBN: 9788563219329
Editora: Novo Conceito
Ano de publicação: 2011
Páginas: 288
Classificação: 4/5
Onde comprar: Livraria Saraiva | Livraria Cultura | Book Depository

Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada. Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Estou encantada com os últimos romances que estou lendo. Todos são estão tão fofos! E Anna e o Beijo Francês correspondeu muito as minhas expectativas e todos os elogios que estava recebendo. Eu não esperava algo inovador, mas sim uma leitura leve, divertida e com ares de turismo. Conheci mais Paris do que qualquer programa jornalístico que eu já tenha visto na televisão. Talvez isso se deva pelo curso intensivo no qual os últimos três livros que eu li se referiam a cidade, mas isso não vem ao caso.

Os personagens são fantásticos, com exceção da protagonista, Anna tem um defeito que odeio em muitas personagens: não enxergam o óbvio. Ela consegue viajar e montar teorias mirabolantes, mas aquilo que está ali na frente dela, ela não vê! Dá vontade dar um tapa na cara dela e falar: “Anna, deixa eu te explicar como está sua vida e como tudo funciona…”. Prepare-se para em diversos momentos ela conseguir simplesmente estragar tudo. Ok, ok, St. Clair contribui um pouco com os devaneios da garota. Mas ele é perdoado por ser tão espontâneo e divertido. O cenário – como eu já disse – é Paris, então se prepare para um bom guia turístico chamado St. Clair.

Apesar de a história ter como premissa Anna se mudando para a França para estudar em um colégio interno, o mais importante não está no colégio. Mas sim no ciclo de amigos, e o que uma mudança de país pode afetar. Repensar relacionamentos, novas amizades, aprender a se virar sozinha, e claro, uma nova cultura.

Só tenho uma pequena ressalva quanto a tradução ou revisão. Que me deixou bastante confusa, por não ter uma divisão de falas e descrições bem definida. As vezes eu me perdia com o que a protagonista tinha realmente falado ou só pensado.

Adorei o livro e claro, recomendo bastante. Ótima leitura para as férias e fugir do sobrenatural!

Estou ansiosa para novos livros da autora Stephanie Perkins! O seu segundo livro, Lola and the Boy Next Door, sai em setembro nos Estados Unidos.

O Herói Perdido por Rick Riordan

Post por: | Em: Resenhas
06/07/2011

O Herói Perdido (Os Heróis do Olimpo) do autor Rick Riordan

ISBN: 9788580570083
Editora: Intrínseca
Ano de publicação: 2011
Páginas: 440
Classificação: 4/5
Onde comprar: Livraria Saraiva | Submarino | Livraria Cultura

Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Uma mensagem que pode se referir a qualquer um deles: “Sete meios-sangues responderão ao chamado. Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Um juramento a manter com um alento final, E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.” Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes — semideuses dos quais todos já ouvimos falar… e muito.

O Acampamento Meio-Sangue está de volta! Não que ele estive ido embora ou acabado, mas vocês sabem, se não tiver algum poder dos deuses você não pode vê-lo. E claro, que o nosso passaporte são as histórias de Rick Riordan. Depois da guerra contra o Titã Cronos, quem pensou que tudo estava na mais perfeita paz se enganou. Outra força ainda mais poderosa está despertando, Percy Jackson desapareceu e outros semideuses terão que dar conta!

Senti tanta falta das histórias do tio Rick! Estava ansiosa por mais uma dose de mitologia grega (e ops, há mais coisa ai!) que só ele consegue ensinar. Infelizmente os grandes protagonistas não são mais Percy, Annabeth e Grover. Quem nos apresenta essa história são Jason, Piper e Leo! Apesar de ainda ficar com dor no coração por não ter o cabeça de alga coordenando tudo, a experiência com os novos semideuses foi maravilhosa!

Os protagonistas são mais velhos do que quando começou a história de Percy  – por volta de dezesseis anos – o que contribuí para a evolução de Percy Jackson e os Olimpianos para Os Heróis do Olimpo. O fato de eles serem mais velhos impede que os leitores que acompanhavam a série percam o interesse. Outra coisa que mudou, foi o fato de a visão de narrativa ser alternada entre os três protagonistas, algo que já foi visto em outro livro do Rick Riordan: A Pirâmide Vermelha. No início foi um pouco estranho para me acostumar, já era comum ter somente uma visão das coisas quando o assunto eram os Olimpianos.  Mas aos poucos a leitura fluiu de uma forma legal e achei mais interessante a história ser assim. Ambos os personagens são muito importantes para a história, e tem um grande poder e passado complexos. É justo que os conhecêssemos de uma maneira igual.

Infelizmente há alguns errinhos de continuidade durante o livro, algumas coisas que devem ter passado pela revisão. Pelo que contei foram uns três, se eu não me engano esses erros já foram repassados para editora, então acredito que na próxima edição eles serão corrigidos.

Por fim, recomendo muito o livro, assim como recomendei a leitura da série Percy Jackson. Rick Riordan conseguiu encontrar um ótimo gancho para o final da saga de Percy e começo de uma nova série. Aposto que será tão maravilhosa quanto sua antecessora. Para aqueles que ainda não leram Percy Jackson e os Olimpianos, eu recomendo lerem antes de se aventurarem em Os Heróis do Olimpo. Pois o livro é um grande spoiler, o que é natural. Mas se você quiser ler mesmo sem ter lido a primeira série, não ficará perdido, porque apesar de acontecer depois e ter algumas coisas em referência, essa é uma nova aventura.