Na Bienal: Drica Pinotti

Continuando a série de posts sobre quem estará na Bienal do Livro de São Paulo 2010, temos a querida Drica Pinotti.  A autora estará autografando o livro A Pilúla do Amor (que já foi resenhado no blog) e o quinto livro da série De Menina à Mulher, no stand da Rocco nos dia 17 e 19 ás 16:00h. Quem comprar os livros na Bienal ganharam brindes, pulseiras e marcadores de acordo com o livro que comprar.

Para quem quiser ganhar o livro, siga o twitter da autora @dricapinotti. A cada 500 followers ela sorteará um exemplar do livro A Pílula do Amor.


Eu fiz uma entrevista com a querida Drica, em que ela conta como está sendo o lançamento do livro, a vida em nova york e sobre os projetos futuros:

  • Quando você decidiu que seria escritora? Como foi começar?

Foi por acaso. Eu trabalhava como estilista e resolvi escrever um manual de moda, estilo e comportamento para adolescentes. Terminei o livro (De menina a mulher) e recebi uma indicação para mostrá-lo á uma Editora de São Paulo. Mostrei o original para eles e duas semanas depois eu já tinha meu primeiro contrato. Daí por diante as coisas evoluiram naturalmente e nunca parei para pensar: “Eu sou escritora? Me tornarei escritora? Eu quero ser escritora?”. Nunca sonhei com isso. Apenas aconteceu e eu AMEI! Abandonei a minha carreira de estilista e foquei na de escritora. Fiz cursos, aprendi muito sobre a profissão e hoje sou assumidamente escritora. Tudo foi uma agradável surpresa recheada de muito trabalho.

  • Você iniciou a carreira de escritora em 2001, são quase 10 anos nesse mundo. Você imaginava que hoje teria 11 livros publicados? Além disso, como você se imagina nos próximos 10 anos?

Nossa! Dez anos. Não imaginava nada disso. Claro que tinha vontade de escrever muitos livros e uma expectativa enorme de que minha carreira decolasse. Mas as coisas foram acontecendo, o tempo passou e dez anos depois estou eu aqui entrando em um novo momento da minha carreira com A pílula do amor. Nos próximos dez anos quero estar escrevendo muito, superativa e quem sabe inaugurando uma outra fase nova, talvez escrever sobre as minhas memórias? (rs) É brincadeira, em dez anos ainda serei muito jovem para escrever as minhas memórias. Mas quero evoluir e fazer livros cada vez melhores.

  • A sua série de maior sucesso é “De menina à mulher” para o público adolescente. Você pretende explorar o mundo teen para escrever novos livros para eles?

“De menina a mulher” me deu minha carreira como escritora. Devo muito as minhas leitoras que acompanharam e ainda acompanham a série. Vou continuar escrevendo para adolescentes sim e já tenhos outros livros prontos esperando publicação. Não vou abandonar o público adolescente. Acho que posso me dedicar aos dois estilos (Infanto Juvenil e YA), sem um atrapalhar o outro. Algumas autoras, como Meg Cabot e Cecily Von Ziegesar, por exemplo, já fazem isso. Até tenho editoras diferentes (dentro do mesmo grupo, Rocco) para facilitar a minha vida e não atrapalhar as coisas, isso faz parte da estratégia da Editora para que eu possa trabalhar melhor.

  • Como foi a mudança para Nova York? Foi necessidade, ou curiosidade para aprender coisas novas? Pode contar mais ou menos como é sua rotina?

Mudar para Nova York era um sonho antigo. Mesmo antes de conhecer a cidade eu já sonhava em morar lá. Um dia aconteceu. Tive um bom motivo, fiz as malas e fui. A cidade me acolheu. Sou apaixonada por Manhattan e a cidade me inspira. Não sei se é amor para durar uma vida inteira, pois amo o Brasil também e não quero ficar longe da minha terra para sempre. Nova York é uma cidade mágica, tudo acontece ao mesmo tempo e agora. Ás vezes me sindo naquela xícara goratória que tem nos parques de diversão, sabe? É um lugar para quem quer mudar a vida radicalmente. E eu queria quando fui morar lá. Então me dediquei a aprender a lingua, escrever e conhecer a cultura americana. Minha rotina é exatamente essa; faço curso de Inglês na St. John´s University todos os dias das 9 ás 11 horas da manhã. Depois volto para casa, almoço e começo a trabalhar. Normalmente escrevendo meus livros. Algumas tardes por semana tiro para ir aos museus e fazer programas culturais. Aos finais de semana, passeio pela cidade e fico atenta á coisas legais para colocar na coluna que mantenho na Revista Yes!Teen. Todos os domingos vou ao “brunch” (aquele café da manhã encrementado no inicio da tarde) com os amigos, é uma rotina delíciosa que mantenho, pois é tradicional por lá. Sou frequentadora da Barnes & Noble, como não poderia deixar de ser. Amo livros, então passo boa parte do meu tempo lá também.

  • A Pílula do Amor trás uma linha diferente do que estamos acostumados com a literatura nacional. Você acha que pode ser influencia por você morar em Nova York? Como está sendo o retorno dos leitores do livro?

Acredito que venho sofrendo uma mudança nos meus de pensamentos. E claro que isso é influencia da cidade, das conversas que tenho com as pessoas próximas e também do tipo de literatura que venho lendo. Sou apaixonada por livros de entretenimento para mulheres e a grande maioria deles são Ingleses, Irlandeses e Americanos. Então acho que vem daí a formação do estilo que usei no meu livro. Uma outra coisa que tentei fazer, foi usar uma linguagem em que o leitor muitas vezes se sentisse lendo uma crônica. Alguns vezes os capítulos tem uma ligação muito frágil. Você não precisa ler o livro todo para entender ou achar graça. Lendo um capitulo aleatório já é possível entrar na “loucura” da Amanda. O difícil é resistir a ler o livro inteiro depois de ler um capítulo. Eu fiz isso de proposito. Os leitores estão aceitando muito bem o livro. Estou feliz com os comentários que ouço a respeito. Acho que as pessoas entenderam a proposta de termos chick lit Brasileiros e apoiam a ideia. Então já estou preparando o próximo.

  • Podemos acompanhar sua rotina no twitter, que ultimamente está resumida a: Correria e Trabalho! Muitas coisas novas acontecendo e você já deixou escapar que um novo livro está vindo por aí. Pode falar alguma coisa? Por favor, alguma dica! :D

Primeiro preciso dizer que sou nova nessas redes sociais. Meu Twitter tem menos de um mês, meu perfil no Facebook idem. Eu era muito resistente a ideia de ter um perfil nessas redes. Achava que era invasivo e que talvez me consumiria demais. Mas estava totalmente enganada. Na verdade é um “Universo paralelo” e as pessoas são tão receptivas. Isso é ótimo. Me sinto livre para postar o que sinto vontade, sem precisar ser séria ou politicamente correta o tempo todo. Enfim, um lugar de pensamentos livres. Tenho falado muito de carreira, trabalho, lançamentos e correrias, pois essa tem sido a minha vida no Brasil. Estou aqui há dois meses e só tenho feito isso, trabalhar. No momento estou pensando na Bienal do livro e aprovando a capa do meu livro “A caixinha de Pandora”, que será lançado ainda este ano, talvez Novembro. Quando sobra tempo escrevo nos meus livros novos. Ainda não posso falar muito sobre isso. Mas posso adiantar que a história se passa em uma Ilha na região da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. É uma ficção. A trama envolve dois triângulos amorosos, tendo a personagem principal (Emily, uma garota de 17 anos) como vértice nos dois casos. A história é incrível, estou completamente apaixonada por Emily e sua vida cheia de fantasias e mistérios. Aguardem, pois eu prometo não decepcionar.

  • Como você avalia esse nova fase “internética” dos leitores brasileiros? Você acha que contribui para o aumento do interesse pelos livros, ou atrapalha?

Eu estou achando maravilhoso. Acho que toda ajuda na divulgação de livros, arte e cultura em geral é muito bem-vinda no nosso país. Estou muito impressionada com o profissionalismo dos blogs e de seus autores. Quando eu lançei o “De menina a mulher” isso não existia. Não dessa maneira e divulgar um livro ou fazê-lo cair na “boca do povo” era muito mais difícil.

  • Encerrando a entrevista, veremos você na Bienal de São Paulo! Gostaria de deixar algum recado para quem vai passar por lá?

Gostaria de dizer que será um prazer ver vocês na Bienal do Livro. Eu adoro a Bienal e havia algum tempo que não participava, por estar morando em Nova York. Estarei lá nos dias 17 e 19 de Agosto ás 16 horas no Estande da Editora Rocco. Vou autográfar o livro “De menina a mulher 5″ que é inédito e o livro “A pílula do amor”. Venham que será divertido. Além disso quem comprar os livros na Bienal receberá brindes que eu e a Editora estamos preparando para as leitoras.

  • Beijos e obrigada Drica! Muito sucesso na sua carreira que já é brilhante!

Muito obrigada Pâm, primeiro pelo trabalho maravilhoso que você faz por aqui (no Garotait) e segundo pelo carinho comigo.
Beijo grande,
Drica Pinotti

11 Comentários para “ Na Bienal: Drica Pinotti ” | Deixe um comentário »

  • ago 05, 2010 @ 11:24

    Adorei a entrevista!!
    Comprare o meu A pílula do Amor lá na Bienal *_*
    Ai que ansiedade! XD

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  • ago 05, 2010 @ 11:46

    Drica, amei a entrevista =)
    Sempre bom conhecer novos autores

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  • ago 05, 2010 @ 11:59

    Adorei conhecer mais sobre a Drica e saber sobre a vida dela em NY *-* deve ser mesmo um sonho

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  • William
    ago 05, 2010 @ 12:00

    Pam, cada vez que leio suas entrevistas, mais acho que você leva jeito para JORNALISTA e não para PUBLICITÁRIA (pense, tem um semestre inteiro! hehehe²). Que entrevista legal essa com a Drica, ela é tão simpática e me identifiquei TANTO com ela que você não imagina!

    Como ela meu sonho é morar em NOVA YORK, e quero isso para depois que concluir a faculdade em 2013. Pensava que NUNCA poderia ser escritor, até terminar o meu primeiro livro, e como ela tenho outros em processo de escrita (qera tanto mandar para uma editora, porém tenho um pouco de receio!).

    Vou comprar o meu “A Pílula do Amor” na Bienal, mas já sei que vou ficar falido, e isso é porque eu nem trabalho mais!=/

    Entrevista maravilhosa, parabéns a você e a Drica!

    Bjos

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  • ago 05, 2010 @ 12:14

    amiga, amei a entrevista. A drica é um amor de pessoa.
    ^^

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  • ago 05, 2010 @ 13:51

    Muito legal! Amei!
    A Drica é uma fofura!
    Beijo

    [Responder]

  • ago 05, 2010 @ 14:28

    adorei a entrevista, ela é um amor né? (:
    vou comprar meu Pilula do Amor na Bienal e vou no dia que ela estará lá. *-*

    Parabéns pela entrevista Pam!

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  • Caroline Leite
    ago 05, 2010 @ 14:56

    A entrevista ficou muito linda.
    E como eu ainda não tive a oprtunidade de ler um dos livros dela fiquei com muita vontade.

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  • ago 05, 2010 @ 15:50

    ganhei um marcador fofo lá no blog da @tathys e tô louca pra ler esse. E essa capa é divina

    [Responder]

  • ago 05, 2010 @ 16:30

    Ficou super legal a entrevista xP Adorei!
    Estou curiosa para ler a “Pílula do amor”.

    Beijão!
    Cel.

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  • ago 05, 2010 @ 22:36

    Tô louco pra ler a Pílula do Amor!!
    =1

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