Delírio por Lauren Oliver
Delírio é o primeiro livro da série da autora Lauren Oliver. Escritora que estreou no Brasil no ano passado com a publicação de Antes que eu vá, já resenhado aqui no blog, pela editora Intrínseca.
No futuro foi descoberta a cura para uma das piores infecções da humanidade: o amor. Ele é uma doença. O amor pode matar.
Lauren Oliver é, sem dúvidas, uma autora que escreve com amor. Sem trocadilhos com a premissa do livro, hahaha. Ela com certeza se dedica e escreve da maneira mais bonita possível. Você consegue perceber que há uma forma especial de contar a história (ponto para a tradução que manteve isso no livro). Foi isso que me encantou em Antes que eu vá e o que se destacou em Delírio. É tão poderoso, que ela não me fez cansar da leitura mesmo depois das páginas e páginas de pensamentos da protagonista. Muitos assuntos são discutidos na própria mente da personagem. E quem já me acompanha no blog sabe que eu não gosto disso. O que foi diferente em Delírio.
Se por um lado a forma de escrita da autora me encantou, a história em si me decepcionou. Eu tinha grandes expectativas com o livro. As resenhas eram muito positivas e como estou amando distopias… estava animadíssima com o livro. O assunto principal e que diferenciava Delírio de todas as outras distopias era: “O amor é uma doença e você não pode amar”. Porém, ao mesmo tempo em que existe essa regra-mor, tudo é muito controlado pelas autoridades. E isso fica bem claro no começo do livro, mas eu senti que em diversas páginas tudo era fácil demais para a protagonista, Lena.
Senti muita contradição velada, sabem? Uma contradição indireta, onde: é muito difícil fazer isso, não vou fazer! Dai quando ela supera uma vez, ela sempre consegue fazer sem perigo algum. Estou sendo clara? *confusa*
As diversas semelhanças com Destino e Feios me incomodaram também. Enquanto eu estava descobrindo diversas distopias totalmente diferentes uma da outra, vem Delírio e mistura duas histórias, sendo que uma delas eu sou MUITO FÃ. A principal semelhança com Destino é o fato de haver uma “escolha de par” a partir de uma determinada idade. Com Feios é a cirurgia para corrigir algo, nesse caso, a cura do amor que também acontece em uma determinada idade. Entre outras coisas que não posso citar porque são spoilers.
Eu sabia que seria difícil usar esse tema para uma distopia e estava confiante na autora, mas me decepcionei. O livro não é ruim, é bom e deixa um final: OMG! Mas acho meio pobre usar esse tipo de artifício para prender o leitor para o próximo livro. Acho pobre, mas fiquei curiosa. Oh, gosh…
Leiam, mas não esperem algo demais, está longe de ser o melhor das distopias.
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