Ghostgirl por Tonya Hurley
Quando eu li a sinopse de Ghostgirl da autora Tonya Hurley já imaginava um livro normal, não tinha grandes expectativas, mas esperava ser uma leitura legal. Esse livro é realmente médio, não tive expectativas frustradas, mas também não me impressionei.
Charlotte Usher é uma das meninas ignoradas da Escola Hawthorne, seu grande sonho é ser popular e que Damen finalmente note sua presença e se apaixone por ela. Em um novo ano no colégio ela está realmente determinada a fazer as coisas mudarem. Novas roupas, novas atitudes, finalmente uma Charlotte nova. Ela só não imaginava que quando a sorte finalmente sorrisse para ela, sua morte aconteceria. E ainda mais uma morte tão sem graça quanto se engasgar com uma bala de goma.
Mesmo depois da morte Charlotte não esquece sua vida. Convivendo com outros “meninos mortos”, ela precisa se preparar para encontrar seu caso mal resolvido. Frustrada pelo seu azar de morrer ela quer descobrir “Como ser popular depois da morte”.
Como eu disse o livro é bem normal, nada profundo ou que seja alvo de: “OMG, eu quero muito esse livro!”. A história é bem superficial com esse tema de busca da popularidade. O diferencial é a protagonista estar morta e ainda assim lutar pelo reconhecimento e admiração das pessoas do seu colégio. Essa insistência acaba tornando o livro bastante forçado no início da narrativa. A forma que a morte ocorreu, a descoberta do que vem depois e como ela deve se comportar daqui pra frente… foi tudo muito estranho e mal explicado. Acredito que a autora deveria ter explorado melhor como as coisas ocorreram, ou privar de informações que não fossem complementares a história. Em minha opinião se for para apenas citar, sem explorar, ou ter algum valor pra história, não adianta nem mencionar e deixar a narrativa pobre.
Acredito que o motivo para a autora ter feito isso é querer correr logo para a parte em que Charlotte quer conquistar Damen. Essa é com certeza a parte mais divertida e que flui melhor a narrativa. Onde conhecemos personagens divertidas como a Scarlet, que é o canal pelo o qual Charlotte terá essa possibilidade. Levei bronca aqui em casa por começar a rir sem parar as 2 horas da manhã. O que foi melhor que começar a rir sem parar na fila do banco por exemplo.
O final acabou sendo surpreendente, porque eu não imaginava que seria dessa forma. Um pouco clichê demais se for pensar, mas algo que não teria passado pela minha cabeça.
Resumindo foi algo bem cansativo no início, com irritação por Charlotte ser tão fútil quanto a animadora de torcida Petula, mas que flui melhor com a presença de Scarlet e sua irreverência.
A Agir está de parabéns pela diagramação do livro, que como eu mencionei no post do Na minha caixa de correio, trás algo criativo brincando com a orelha do livro. E uma página diferenciada a cada novo capítulo. Para os viciados em livros bonitos esse é um! ^^
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