Hex Hall por Rachel Hawkins
“Totalmente viciante! Personagens cativantes, reviravoltas a cada novo capítulo, e, claro, magia! Uma história de tirar o fôlego e será impossível parar de ler até chegar à última página.“

Eu li Hex Hall no final de 2010 a partir de uma prova enviada pela Galera Record junto com o convite para figurar na 4ª capa da edição final do livro. Feliz? Imagina!
Desde então, eu não resenhei o livro no blog, pois esperava poder ler a edição final e com as devidas correções que não tinham na prova. Além do fato de ter a história fresquinha na cabeça para escrever, é claro. Só agora finalmente parei para ler o livro novamente. Estava (ou ainda estou) numa ressaca literária tão grande que fui “obrigada” a escolher um livro que eu já sabia que era bom, para ver se a coisa fluía, e certamente foi isso que aconteceu.
Rachel Hawkins tem uma linha de escrita muito divertida e repleta de referências da cultura pop que nos aproxima mais da “realidade fantasiosa” do livro. Mesmo a protagonista tendo poderes mágicos e estudando em uma escola com Prodígios, você se sente perto daquilo e quase com vontade de sair lançando feitiços.
A personagem principal é Sophie, que por culpa de um feitiço de amor que funcionou demais foi mandada para Hecate Hall, ou apenas Hex Hall para os íntimos. A escola é como um reformatório que recebe todos aqueles prodígios que colocaram os segredos mágicos em risco para os humanos. Quando Sophie chega em Hex Hall descobre que é quase inútil em matéria de magia. Por ter sido criada por sua mãe humana e sem tomar conhecimento da maioria das coisas que envolvia seu pai, ela não sabe muita coisa sobre seus poderes e como funciona a história dos Prodígios.
É claro que mesmo em Hex Hall a garota não consegue se ver livre de problemas, pelo contrário, eles só aumentam. Ela se apaixona por um dos garotos mais populares, desperta a ira de um coven de bruxas desfalcado, fica amiga de Jenna, uma das pessoas mais excluídas do colégio por ser vampira, e descobre sobre um grupo de humanos que vive para exterminar os Prodígios. Além de ter que se preocupar em estudar para as nada convencionais matérias de Hex Hall, ela tem que tomar cuidado com os acontecimentos misteriosos envolvendo garotas bruxas.
O livro é instigante e muito gostoso de ler. Não é nada extremamente aprofundado em questão da mitologia que a Hawkins criou é uma coisa mais superficial e tranquila, pelo menos nada muito complexo neste primeiro livro. O livro tem um conflito grande para ser resolvido e algumas pequenas perguntas que ficam no ar. O grande conflito que nos persegue e instiga é resolvido, mas são as pequenas perguntas que nos deixam com vontade de querer logo o próximo.
A autora maltratou meu coração com uma revelação bombástica no final de Hex Hall. Quando reli fiquei com a mesma sensação de quando li pela primeira vez: a vontade incontrolável de ter Demonglass em minhas mãos pra saber se determinada “coisa” é ou não verdade e como ela vai explicar uma coisa que não parece ter saída.
O livro é super-recomendado, mas isso vocês já sabem né?
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