Dezesseis Luas (Beautiful Creatures #1) das autoras Margaret Stohl e Kami Garcia
- Editora: Galera
- ISBN: 9788501086914
- Ano de lançamento: 2011
- Páginas: 490
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Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece… Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.
Eu estava esperando o lançamento de Dezesseis Luas desde Agosto do ano passado. Acompanhei as mudanças de título e diversas vezes de datas. De Agosto passou para Outubro, depois para Dezembro e enfim lançou no final de Fevereiro início de Março. Minha expectativa para a leitura desse livro era muito alta, me torturava o fato de tantos adiamentos. E quando eu finalmente tive oportunidade de lê-lo eu nem pude acreditar.
Fiquei feliz que não tive uma leitura frustrante alvo das grandes expectativas, e com pena de terminar o livro muito rápido. Dezesseis Luas tem quase 500 páginas e, ainda assim, eu li inteiro no último final de semana.
Em um clima totalmente sombrio a história é ambientada na cidade de Gatlin, uma cidade pequena onde todos os habitantes são conhecidos. Nada é realmente um segredo em Gatlin, e pessoas novas não são muito bem recebidas.
O mais fascinante do livro é a oportunidade de ver um livro desse tipo ser narrado por um garoto. Foi a melhor experiência com narrativa masculina que tive até agora. Outros livros com a mesma característica não chegaram a ser um romance desse tipo. O personagem que narra o livro é Ethan, um cidadão de Gatlin, que não se sente parte da cidade. Não vê a hora de poder sair daquele lugar. Não aguenta mais as mesmas coisas, as mesmas pessoas e os mesmos lugares. Não quer ser mais um a nascer em Gatlin e morrer em Gatlin.
A vida de Ethan muda totalmente quando aparece Lena. Uma menina totalmente diferente, que dava uma nova vida para Ethan. Uma oportunidade de viver algo do que estava acostumado. Ela era o escape para realmente viver. Mas Lena não era assim tão desconhecida para Ethan. Ele vinha sonhando há algum tempo com ela, toda vez o mesmo sonho, sempre a mesma coisa. Não eram sonhos comuns, Ethan sabia.
A aproximação dos dois jovens não foi surpreendente, e sim, estava bastante claro. Ela era a garota nova, e como eu já disse, os habitantes de Gatlin não gostavam muito de pessoas novas. Ele era o sonhador que não via a hora de sair da mesmice da cidade. Junta-se o fato de ele sonhar com ela todas as noites.
Mas é claro que livros assim romances não são tão fáceis. Sempre há algo para impedir. Em Dezesseis Luas isso não é diferente. Os dois são diferentes, e lutam o tempo todo para de alguma forma ficarem juntos no final.
A atmosfera do livro inteiro é sombria, envolvendo um suspense que te deixa apreensivo. Com características de mistério muito boas! As escritoras criaram uma mitologia ótima a ser explorada. A existência de Conjuradores. Não existiam outras espécies como vampiros e lobisomens, muito menos anjos. Isso foi algo criado pela sociedade dos Mortais. A verdadeira existência era os Conjuradores. Que claro, você só vão saber mais se lerem o livro. Ficaria sem graça se eu contasse.
Os personagens mortais são clichê puro! As líderes de torcida e os garotos do time de basquete. As mães desses jovens que “governavam” a cidade. O padre, o médico, o carteiro… Mas o engraçado é que os momentos que envolviam os mortais e a Lena, momentos de conflito entre eles, eram os mais legais. Onde você sempre espera que aconteça alguma coisa.
Falando em Lena… temos a sorte de o livro não ser pela visão dela. Muita sorte. É uma personagem complexa e bastante inteligente em alguns momentos, mas quando ela quer ser irritante e chata ela consegue. Muito instável e o clima de “eu quero ficar com você, mas se ficarmos separados será melhor para você” é muito chato! A garota dispensa Ethan pra logo depois correr atrás dele de novo. Eu sei que os fatos que envolvem os dois são difíceis e a possibilidade de ficarem juntos, criadas pelas autoras, sejam quase nulas, mas eu curtia bem menos drama e mais ação.
Enfim, como o livro não é narrado por ela… nada de pânico! Somos salvos por Ethan e o equilíbrio dele.
Ao chegar ao final de Dezesseis Luas temos um buraco enorme a ser preenchido, o que resulta na sua sequência. Muitas e muitas perguntas ficaram. Espero ansiosa por Beautiful Darkness!
Lembrando que a Editora Galera Record está com uma super promoção. Dezesseis Dias com Dezesseis Luas! É uma promoção por dia durante dezesseis dias, onde o prêmio é o livro. Fiquem ligados no site, página do facebook, e claro, no twitter. Não percam a chance de ler o livro!